local_library Um limite invísivel! - Kono oto tomare! S1E6

Publicado por: Ciclista - Há: 4 dias atrás
Categoria: Resenhas



Avisos Prévios

Deixarei-vos estes prévios avisos em todas as resenhas deste quadro:

 

             Esta resenha é exclusivamente sobre o episódio 6 de Kono oto Tomare! ("Stop this Sound!") e pertence ao novo quadro de criação de conteúdos do site. Se ainda não acompanhaste as reviews anteriores desta série, clique nas nomenclaturas coloridas abaixo:

 

Review Semanal - Kono oto Tomare! - S1E1

Review Semanal - Kono oto Tomare! S1E2

O pior protagonista da temporada? - Kono oto Tomare!

A primeira nota retumbante - Kono oto Tomare! S1E4

O ansiado dia - Kono oto Tomare! S1E5

 

       Não é de minha pretensão descrever o episódio, tampouco compará-lo com episódios posteriores ou com cenas do mangá, portanto não terão spoilers aqui. mas ainda assim recomendo que só leia esta resenha após ter assistido ao sexto episódio, pois assim compartilharemos experiências simetricamente. 


Análise e Comentários

 

       Como resposta ao espetáculo realizado durante o último episódio, o clube foi angariado por aplausos e festejos, chamando a atenção de uma garota em especial, que sentiu-se excentricamente surpreendida e ao mesmo tempo indecrifravelmente incomodada, mas falaremos dela depois. Não obstante de seus louvores, a turma decide elogiar descaradamente o vice-diretor, para que este se sinta constragido e assim não havendo nenhuma hipótese de reprovação. Dessa forma eles não só aumentaram a reputação do vice-diretor para com a escola, como também riscaram do mapa um vilão. Talvez eu seja muito maldoso, mas eu prefiriria que ele fosse demitido devido suas más-intenções, congruente ao déspota despudorado em que era. Contudo é como diz Romanos 12:14; abençoem aqueles que os perseguem.

 

       Paralelamente à tudo isso, os membros alcançaram uma maior popularidade nos arredores da escola e Kudou, mormente, recebeu da vovó o último koto feito por seu avô;  no valor de mais de ¥1.000.000 (aproximadamente 36.000 em reais), além de atraente é um koto, como descrito pela velhinha, de angulação reta feito com madeira bem envelhecida de alta qualidade, tem um som suave e profundo com tons prolongados. Kudou cogitou oferecê-lo à Satowa, que é experta, no entanto esqueceu-se que o papel dela é tocar o koto de 16 cordas, e não o de 13. Além do mais na face chamada " língua do dragão " está grafado o seu nome.

 

       O que era inicialmente uma reprovação para nosso líder em potencial, Takezou, agora é totalmente viável: almejar o nacional. Finalmente o clube, assim como o representante, demonstraram-se confiantes, apesar de parecer apenas um otimismo barato, já que, para efeitos de comparação, eles pareceram menos hábeis do que a outra única apresentação decente de koto mostrada até agora, que foi as das menininhas da antiga escola de Satowa, mesmo elas sendo meras alunas do fundamental. Todavia, como pronunciou Kudou no primeiro episódio; 'proteger o clube não é a mesma coisa que não fazer nada', e o primeiro passo é deixar claro qual será o objetivo do grupo.

 

       Sobre os novos personagens: finalmente foi-nos apresentado o conselheiro e a nova integrante. Ambos estão relacionados com o clube, porém são totalmente mordazes! Poxa vida. :unamused:

   • Primeiramente Takinami, o conselheiro: este indivíduo, que deveria estar agindo como um mentor, na verdade é apenas um preguiçoso que deseja que o clube não alcance grandes patamares para que assim não tenha trabalho. Seja dito de passagem, considero a hipótese dele exercer a denominada psicologia reversa: duvidar da capacidade do pessoal para que assim estejam mais motivados, afinal, quem é que não fica animado depois de ouvir um " eu duvido "? Porém não trago muita credibilidade à esse hipótese porque se fosse verdade, Takezou, que está desde a outra geração do clube, teria uma impressão mais otimista de Takinami. Certamente ele nem tentou auxiliar quando o representante e suas antigas senpais sairam aos choros em suas últimas apresentações. Mas algo é certo: ele não se tornou conselheiro do clube de koto à toa, certamente possui experiência com o instrumento e o fato dele reconhecer Satowa comprova que ele está relacionado ao cenário musical;

 

   • Agora Kurusu, a complementar: como descrito por alguém nos comentários, essa menina é uma víbora. Juntou-se ao clube apenas porque estava entediada, seu passatempo é bilateral; gosta de manipular pessoas e destruir amizades. Sua índole malévola provocou o redistanciamento do clube, os co-protagonistas foram lembrados que não têm aptidão para tocar koto, e Satowa teve amargas lembranças de seu passado, onde ficava solitária por levar tudo muito a sério. Kudou e Takezou por enquanto estão desintoxicados de seu veneno, apenas sentem-se céticos com o caráter do conselheiro. A notar pela sua unha bem produzida, infere-se que Kurusu não pratica o instrumento há algum tempo, no entanto o mais importante é que ela não é uma novata no koto, então caso ocorra dela permanecer no clube, não seria necessário voltar à estaca zero por sua causa.

 

       Fato é que ambos os antagonistas, se é que posso chamá-los dessa forma, possuem uma motivação fraca para enfraquecer o clube, assim como o vice-diretor também tinha, seria esse, portanto, os seus limites invisíveis. Usando conceitos da matemática, você só pode somar dois termos se eles tiverem um denominador em comum, o problema é saber qual é esse denominador. Onde Kurusu poderia identificar-se com o resto do clube? Ou seria ela um número não-pertencente ao conjunto dos Reais? A julgar pelo que vimos na opening, Kurusu parecia ter uma boa relação com o clube, logo tudo indica que pelo menos ela é bem passível de uma transformação emocional. Enquanto o conselheiro... Bom, ele é de fato uma incógnita.

 

       Não posso de deixar de comentar também a enigmática casa de Satowa. Kudou, quando foi visitá-la, esperava uma mansão ou algo parecido, mas tudo o que encontrou no dado endereço foi um bairro repleto de apartamentos, bem comuns para a classe média do Japão. Quando a encontrara, Satowa parecera estar totalmente na defensiva, como quem quer ocultar algo. Para mim não ficou tão claro se há realmente algum mistério dentro de sua casa, ou se ela só estava assim porque tem uma moradia comum. A meu corolário é de que ela sente-se envergonhada por causa que (possivelmente) ela mora sozinha, e por conseguinte o seu aparmento de soberbo só tem a bagunça mesmo. O fato dela se mostrar incapaz de grelhar uma comida corrobora com a ideia de que ela não tem destreza nem costume para tarefas comuns.


       Em suma, se você é do tipo que prefere os personagens já entregues, sem nenhum desenvolvimento envolvido, digo-lhe que Kono oto Tomare não é o que procuras. Como esse episódio foi apenas uma transição de arco acrescido da apresentação dos novos personagens, não pegarei pesado em minha avaliação pessoal, os próximos episódios sim que irão realmente ser desafiadores para a obra, pois as expectativas do público, inclusive a minha, estão relativamente altas após o show do episódio 5.

 

Evolução da minha avaliação pessoal do anime:

EP1: 6/10
EP2: 7/10

EP3: 7/10

EP4: 8/10

EP5: 10/10

EP6: 9/10

[...]

 

               Diga-me, caro leitor, o que acrescentarias para a discussão deste episódio? Concordas com tudo o que digo? Sente falta de algo? Abaixo, nos comentários ou em nosso servidor do discord, são os espaços onde podes exprimir tudo o que pensas! >:)

" Dizem que os dragões conectam o céu e a terra, o mundo dos vivos e dos mortos, juntando duas coisas não conectadas. Então Kotos, que são criados para se assemelhar a esses mesmos dragões, conecta os corações dos tocadores e do público ".

 


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