local_library Um choque de realidade! - Kono oto Tomare! S1E8 + E9

Publicado por: Ciclista - Há: 2 semanas atrás
Categoria: Resenhas



Deixarei-vos estes prévios avisos em todas as resenhas deste quadro:

 

             Esta resenha é exclusivamente sobre os episódios 8 e 9 de Kono oto Tomare! ("Stop this Sound!") e pertence ao novo quadro de criação de conteúdos do site. Se ainda não acompanhaste as reviews anteriores desta série, clique nas nomenclaturas coloridas abaixo:

 

Review Semanal - Kono oto Tomare! - S1E1

Review Semanal - Kono oto Tomare! S1E2

O pior protagonista da temporada? - Kono oto Tomare!

A primeira nota retumbante - Kono oto Tomare! S1E4

O ansiado dia - Kono oto Tomare! S1E5

Um limite invisível! - Kono oto Tomare! S1E6

O casal perfeito? - Kono oto Tomare! S1E7

 

       Não é de minha pretensão descrever os episódios, tampouco compará-los com episódios posteriores ou com cenas do mangá, portanto não haverão spoilers aqui. mas ainda assim recomendo que só leia esta resenha após ter assistido ao oitavo e nono episódio, pois assim compartilharemos experiências simetricamente. 

 

       Resolvi fazer essa review " 2 em 1 " porque em minha concepção não houve tantos pontos relevantes a se comentar no episódio 8, foi apenas um episódio leve de construção, então ficaria uma review minúscula. Pretendo fazer isso com os episódios 9 e 10 também, pois estarei adentrando no período de provas. De qualquer forma, desculpem-me por isso, já que, mesmo que por um breve momento, foge do conceito de review semanal.


Análise e Comentários

 

       O oitavo episódio inicia-se com Chika convidando sua talentosa companheira para comerem juntos durante o intervalo, pois Satowa costuma permanecer solitária durante as atividades extra-clube, atenuando, portanto, suas boas intenções transmitidas em ações grosseiras. O coração de Chika é um depósito sedimentar, onde Satowa é, aparentemente, sua bateia, capaz de encontrar ouro com um pouco de agitação. Os ferimentos de Hiro soou como uma demonstração de arrependimento, embora incompreensível para outrem. Enfim, Hiro parece finalmente estar comprometida para com o clube.

 

      Depois de mostrar aos seus amigos onde Chika reside, fomos, assim como os subprotagonistas, surpreendidos por sua bela moradia, mais bela ainda é a sua jovem tia. Apesar de priviligiado, o quarto de Chika é apenas um lençol ocultado por um biombo. A primeira coisa que os patetas notaram foi que Chika ainda guarda dois kotos, pois este achava-se por ora indigno de lidar com o koto produzido por seu avô. Ei, Chika, o koto não é uma excalibur, e muito menos você é o rei Arthur, ok? O primeiro ressoar do 'sagrado' koto foi capaz de fazer o seu trio de amigos emocionarem-se, não que seja algo difícil de se alcançar, mas realmente havia sentimento envolvido ali. Isaki demonstrou ter conhecimento com o meio instrumental ao regular o koto de seu sobrinho, apenas Takezou, entre os protagonistas, convive com uma família ausente no cenário musical (veremos isso quando discorrermos o episódio 9).


      Posteriormente foi-nos apresentado pelo que parece uma nova antagonista, a sucessora da escola Kao, que é, a princípio, a escola rival de Satowa, o que tornam-as por conseguinte rivais. No entanto, Kazusa enxerga Satowa como uma ídolo, afirmou que seu sonho é tocar ao lado dela e agora deseja transferí-la. Particularmente achei sua personalidade bastante infantil, não me convenceu como uma vilã, mas conseguiu passar a imagem de que essa garota será de fato um problema caso não sejam cautelosos. Toda essa cena me confirmou duas hipóteses que eu já havia por ter pesquisado a respeito, mas que ainda não havia certeza: tingir o cabelo de loiro no Japão é sinal de que a pessoa é bagunceira ou briguenta, por isso os outros alunos enxergam Chika como delinquente em suas primeiras impressões; o koto é um instrumento que possui uma herança cultural predominantemente feminino, por essa razão o clube anterior de Takezou só havia garotas, e agora Kazusa revela que é de uma escola inteiramente feminina, algo comum no Japão. Bom, para mim faz sentido, já que, por via de regra, as garotas possuem um toque mais suave/delicado.

 

      Ainda nesse episódio tivemos alguns vislumbres familiares de Takezou, bem como seu passado com seus antigos amigos. As expectativas de seus amigos para sua capacidade intelectual eram altas, mas por algum motivo Takezou não foi capaz de ingressar na escola que almejava, enquanto seus amigos conseguiram, isso é realmente chocante, embora bastante comum. No fundo somos algo maior que um diploma ou um currículo, todavia muitos não enxergam dessa forma, principalmente em metrópoles. Mas acredito que a parte favorita de todos vocês foram as interações graciosas entre Chika e Satowa, tanto no almoço como em sala de aula. Satowa sentiu-se confortável ao dizer que não estava no clube por interesse, e sim porque gostava de estar lá. A forma que o anime deixa impactante os pequenos sorrisos e coramentos dos personagens é de apreciar, Chika me pareceu mais sorridente que o comum neste episódio, e Satowa já está encantada, não há volta.


      O clube então chegou atrasado ao ponto de encontro e perdeu uma das apresentações, mas puderam contemplar o show da nova rival Kazusa. Uma das coisas que mais gosto em Kono oto Tomare é como o tocar de uma música significa muito em seus devidos contextos, mesmo sequer tendo alguma parte vocal nelas. Nesse caso, a harmonia violenta de " Duas Personalidades " conduzida por Himesaka e seus colegas foi, para mim, como inúmeros tapas consecutivos na face de nosso clube. Essa carapuça serviu principalmente ao Takezou, que sentiu-se desqualificado como um bom representante, daí o nome da resenha.

 

      Como dito de antemão pelo coordenador Takinami, todo esse " choque de realidade " é na verdade uma prévia do que provavelmente aconteceria se o clube desconhecesse quão capacitados são os seus oponentes, possivelmente chegariam aos nacionais e seriam surpreendidos por abnegarem-se da lacuna existente entre as escolas, assim como aconteceu com o clube de Takezou e suas ex-veteranas. O conselheiro Takinami demonstrou-se um pouco mais complacente nos últimos episódios, talvez pela chegada de Hiro, sua aluna, no clube, apenas fico deprimente porque Takinami revelou não ter experiência musical como eu previa, portanto seus comentários são apenas intuitivos como alguém adulto, nunca analíticos.

 

      Sempre elogio a capacidade de Chika para entender uma situação e tentar ajudar com sua maneira imoderada de agir, mas ele falha quando arrisca-se a auxiliar Takezou, neste episódio ele conseguiu provocar uma impressão negativa para os amigos de infância de Takezou e ainda reafirma os seus pontos fracos, como citado pelo representante: ele não entenderia, pois os problemas de insegurança não serão resolvidas com algum empurrãozinho de Chika, somente o galgar dos tempos poderá restabelecer sua autoestima. Já deu para perceber que Takezou não conseguirá lidar com tudo simultaneamente, e é aí que nossa segunda veterana entra em cena. Gosto muito da forma que Hiro se auto-proclama vice-presidente do clube, mesmo tendo sido a última a entrar, na verdade esta é a primeira coisa que achei positivo nela até então. Embora não seja tão talentosa como Satowa, a Hiro demonstrou-se capaz de administrar e entender os sentimentos alheios, ela é a primeira a dizer que o conflito Chika x Takezou estava trazendo uma atmosfera negativa para o ambiente do clube.

 

      A última cena foi Takezou ressaltando para o próprio clube que estão longes de chegarem ao nível das outras escolas de elite, mas se realmente querem fazer isso, devem ter ambições maiores. Por isso resolvem redefinir o objetivo: a caneta passa na mão de cada um, todos dizem o que sentem e escrevem suas respectivas assinaturas nos cantos, já no centro os protagonistas redigem: " Buscar o primeiro lugar do nacional ". Uma cena épica, mas o mais importante nisso é que concetrizou as boas relações no clube, ou seja, nos próximos episódios teremos ação atrás de ação, pelo menos assim espero.


      Concluindo, estes últimos dois episódios foram excepcionais, pois é a primeira sequência que conseguiu mesclar os 3 pontos fortes do anime: o drama, a cultura (koto) e em especial o shipp. Honestamente se eu fosse me qualificar em uma destas, eu sou do tipo que prefere as cenas dramáticas, assim como no começo da série. Tentei evitar comentar muito sobre as cenas propícias ao shipp porque, apesar de serem muito fofas, é o terceiro episódio seguido com esse tipo de interação.

 

Evolução da minha avaliação pessoal do anime:

EP1: 6/10
EP2: 7/10

EP3: 7/10

EP4: 8/10

EP5: 10/10

EP6: 9/10

EP7: 9/10

EP8: 8/10

EP9: 8/10

[...]

 

               Diga-me, caro dreamer, o que acrescentarias para a discussão deste episódio? Concordas com tudo o que digo? Sente falta de algo? Abaixo, nos comentários ou em nosso servidor do discord, são os espaços onde podes exprimir tudo o que pensas! >:)

" Dizem que os dragões conectam o céu e a terra, o mundo dos vivos e dos mortos, juntando duas coisas não conectadas. Então Kotos, que são criados para se assemelhar a esses mesmos dragões, conecta os corações dos tocadores e do público ".

 


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