local_library O casal perfeito? - Kono oto Tomare! - S1E7

Publicado por: Ciclista - Há: 4 meses atrás
Categoria: Resenhas



Avisos Prévios

Deixarei-vos estes prévios avisos em todas as resenhas deste quadro:

 

             Esta resenha é exclusivamente sobre o episódio 7 de Kono oto Tomare! ("Stop this Sound!") e pertence ao novo quadro de criação de conteúdos do site. Se ainda não acompanhaste as reviews anteriores desta série, clique nas nomenclaturas coloridas abaixo:

 

Review Semanal - Kono oto Tomare! - S1E1

Review Semanal - Kono oto Tomare! S1E2

O pior protagonista da temporada? - Kono oto Tomare!

A primeira nota retumbante - Kono oto Tomare! S1E4

O ansiado dia - Kono oto Tomare! S1E5

Um limite invisível! - Kono oto Tomare! S1E6

 

       Não é de minha pretensão descrever o episódio, tampouco compará-lo com episódios posteriores ou com cenas do mangá, portanto não terão spoilers aqui. mas ainda assim recomendo que só leia esta resenha após ter assistido ao sétimo episódio, pois assim compartilharemos experiências simetricamente. 


Análise e Comentários

 

       Respondendo a dúvida inerente à minha última resenha, a enigmática casa de Houzuki, que, para minha surpresa, de enigmática não tinha nada,  não havia só nenhum segredo nela, como também nenhuma bagunça, assim como falhei em prever. Ela também não estava tentando esconder nada, tanto que sequer se importou em mostrar alguns de seus DVDs gravados para Kudou, apesar de ter concedido permissão meio que inconscientemente. Simplesmente Houzuki sentia-se envergonhada de mostrar que morava em uma casa comum. White people problems. ¯\_(ツ)_/¯

 

       Ao menos a cena não foi inútil, passou longe disso, na verdade o episódio inteiro foi basicamente uma dualidade em duplas (parece até pleonasmo) entre Houzuki & Kudou e Kurusu & Takezou, acrescentado da história de Houzuki e uma (re)consolidação do grupo, com uma pitadinha de desenvolvimento do representante e, para o recheio, um novo oficial membro do clube. Agora é só levar ao forno durante 24 minutos e, caso seja do seu gosto, tempere o prato com o shipp de um dos melhores casais da temporada! Para mais receitas saboras como esta, acesse: www.dreamanimes.com.br cool

 

       Tolices à parte, a partir daqui adentraremos à história severa de Houzuki, e entenderemos o porquê que ela se mostra tão incapaz de ensinar outras pessoas a tocar koto, embora talentosa. A pequena Houzuki, tão fofa e dedicada, aprendia sobre o instrumento normalmente e de forma saudável, até que seu pai, gênio da escola, falece, repulsando a maioria dos instrumentalistas pertencentes à escola. Em meio à um sentimento quase que indescritível, a mãe de Houzuki, inicialmente alegre e prestativa, é abalada pela morte de seu marido, sentindo-se insegura de sua própria capacidade como professora, sensibilizada pela instabilidade na tradicional escola de sua família e transtornada pela pressão exercida por terceiros, tudo isso ao mesmo tempo. A mãe, então, sente-se na obrigação de instruir sua filha, conhecida como a herdeira prodígio, à converter-se em atração da escola. Mal sabia Houzuki que suas palavras " Tudo bem! Não tenho problema com seu rigor! Eu quero melhorar! " dirigidas à sua mãe tornar-se-ia uma faca de dois gumes.

 

       Isso de fato foi um retrato do que aconteceu no flashback, coisa que não gosto de fazer em minhas resenhas, mas dessa vez me senti na obrigação de descrever o que estava acontecendo ali porque vi nos comentários alguns conceitos deturpados sobre a cena. Todos ficaram comovidos com o passado de Houzuki, mas entendam: toda essa situação foi mais dolorosa/chocante para a mãe do que para a própria filha (me pergunto se sou o único a pensar assim), que era alvo de toda sua cólera. E é óbvio que Houzuki não havia parcela alguma de culpa nisso, na verdade ela foi bastante exemplar e tentou tudo o que estava em seu alcance. Outras pessoas acharam o comportamento da mãe exagerado, mas devemos lembrar que o contexto é o Japão, no qual, infelizmente, há uma alta taxa de suícidio causado justamente pela pressão social de ser bem-sucedido, é algo que está enraizado na cultura nipônica. Pôde parecer exorbitante para nós, ocidentais, mas na verdade não é tão hiperbólico por lá.


       Voltando ao episódio, foi arrepiante ver Kudou chorando enquanto assistia à apresentação de Satowa, mesmo que ele ainda não seja brilhante com o koto, é capaz de reconhecer quando um exímio som é tocado. Não obstante, Kudou cuidou de Satowa enquanto ela estava doente e até cozinhou para ela, me pergunto se o koto dela alcançou o seu coração, rs.


       Kurusu: satiricamente, esta garota ao invés de distanciar a relação harmônica do clube, no fim das contas apenas reaproximou-os, fazendo com que a Satowa fosse melhor conhecida por seus companheiros, que mal sabiam de seu passado aflituoso. Através de uns 3 minutos de flashbacks, foi explicado (ou ao menos tentaram) o comportamento maldoso de Kurusu; não era apenas porque ela estava com tédio, mas também porque foi talaricada por sua colega. Era só o que me faltava, é a primeira personagem com três chifres, duas de diabinha e uma de corna. Pessoal, se um dia vocês forem corneados, não sejam desprezíveis igual Kurusu, façam músicas legais igual a Marília Mendonça.

 

       A introdução da personagem fez com que eu entrasse em contradição com minha última resenha, onde eu disse que um dos pontos fortes do anime é o desenvolvimento dos personagens. Enquanto Kudou e Satowa tiveram cerca de 6 episódios para serem desvendados, Kurusu foi modelada em apenas um episódio e meio, me pergunto se na obra original também aconteceu dessa forma. Vocês terão de me perdoar, mas achei tanto a motivação quanto a virada em sua personalidade bastante rasas, assim como as do vice-diretor. E quem essa piranha acha que é pra dar uma bolsada no meu representante, hein? Assim como Takezou, eu odeio pessoas que não fazem sentido.

 


       Apesar dos pesares, o episódio foi acima da média. O fato de Kono oto Tomare! estar abaixo de One Punch Man 2 no animetrendz só mostra quão underated e impopular é a obra. Fala sério, só não faço resenha criticando opm2 porque estou finalizando a minha de One Piece, hehe. Nesse episódio caloroso eu pude refletir bastante sobre a atração entre Kudou e Satowa, ainda mais depois de ter lido O que é a paixão? - Bungou S3EP5 do nosso adorável, porém questionável, Mistrata. tongue-out

 

Evolução da minha avaliação pessoal do anime:

EP1: 6/10
EP2: 7/10

EP3: 7/10

EP4: 8/10

EP5: 10/10

EP6: 9/10

EP7: 9/10

[...]

 

               Diga-me, caro leitor, o que acrescentarias para a discussão deste episódio? Concordas com tudo o que digo? Sente falta de algo? Abaixo, nos comentários ou em nosso servidor do discord, são os espaços onde podes exprimir tudo o que pensas! >:)

" Dizem que os dragões conectam o céu e a terra, o mundo dos vivos e dos mortos, juntando duas coisas não conectadas. Então Kotos, que são criados para se assemelhar a esses mesmos dragões, conecta os corações dos tocadores e do público ".

 


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Ciclista por paixão. Redatora por prazer. Garota tumblr nas horas vagas.

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