local_library Kono oto Tomare! Vale a pena assistir? (conclusão)

Publicado por: Ciclista - Há: 1 semana atrás
Categoria: Resenhas



Gênero: Música, Drama, Escolar

Estúdio: Platinum Vision

Diretor: Ryouma Mizuno

Episódios: 13

Lançado em: 10 de abril

Status: parte 1 completa, parte 2 prevista para outubro (fall season)

 

Sinopse

Desde a graduação dos veteranos do clube de Koto (instrumento de cordas tradicional japonês). Takezou é o único membro que restou. Agora que o novo ano escolar começou, ele terá que procurar novos membros para o clube ou ele será fechado. Do nada, um cara invade a sala quase abandonada do clube e pede para se juntar a ele. Como Takezou será capaz de manter o seu clube vivo e lidar com esse novo membro problemático?

 

Vídeo-Promocional


Introdução

      Kono oto Tomare! é o típico anime que passa desapercebido numa temporada rodeada de gigantes, ou em outras palavras, subestimado. Colocando numa balança as suas expectativas x o seu desempenho, afirmo-lhes de forma convicta que KoT foi a maior surpresa desta Spring Season, e eu direi o porquê com imparcialidade.

 

     É difícil de se dizer com precisão o motivo de KoT não ter tido uma eminente notoriedade, mas aqui estão algumas prováveis causas: staff inexperiente, com poucas obras relevantes; tema impopular no ocidente; lançado ao lado de grandes obras como SnK e OPM; estreia pouco chamativa; marketing economizado.

 

      Como descrito pela sinopse, a obra trata-se de um clube de koto que está prestes a desmanchar-se pela escassez de membros. Mas primeiramente, o que diabos é koto?

 

      De origem chinesa e semelhante à uma harpa deitada, koto é um tradicional instrumento de cordas, podendo ser de nylon ou seda, atualmente bastante popular entre as japonesas, mas tocado também por homens. Por ser um instrumento originado no século VI, há diversas simbologias correlacionadas ao koto, sendo a do dragão e da fênix as mais difundidas. Portanto, além de musical, Kono oto Tomare trata-se de uma obra cultural.


O Enredo

      Kono oto Tomare, do estilo Slice of Life, possui um caráter melodramático que edifica os espetáculos do clube, pois mais importante que a música que está sendo tocada, é o seu significado. Inicialmente me senti incomodado com a impresença do koto, mas logo percebi que se o anime fosse apenas o ressoar do koto somado ao drama, tornar-se-ia chato e repetitivo.

 

      Logo, com o objetivo de tornar as cardeais cenas mais impactantes, o autor acrescenta doses de comédia entre os episódios, contribuindo para o gracioso relacionamento entre os personagens do clube e equilibrando o humor com o drama para que a obra não fique excessivamente pesada. Para quem não dispensa um romance, há também pelo menos dois casais em potencial que você irá adorar shippar, inclusive alguns episódios são praticamente destinados à isso.


Os personagens

     Parece contraditório, mas em KoT você não se apega aos personagens, e sim pela relação que há entre eles. Explico: referindo-se aos protagonistas, Takezou é o representante veteranos que falha em liderar seus calouros; Kudou é a incorporação do arqueótipo clichê 'delinquente incompreendido com um coração de ouro'; sendo Satowa a única com uma personalidade de fato interessante, mas faz o papel de alguém extremamente talentosa em relação ao meio que é inserida por motivos fúteis. Além dos principais, há os co-protagonistas que servem para o alívio cômico da série; e Hiro, que prefiro não descrevê-la por aqui, pois sua aparição é tardia.

 

      Como podes perceber, com exceção de Satowa, os personagens quando descritos não são assim tão atraentes, mas quando todos eles se juntam como um clube, compartilhando um objetivo em comum, mas com motivações distintas, torna-se algo gratificante de se acompanhar, eu mesma ficava super ansiosa para o lançamento dos episódios.

 

      Quase todos os personagens passaram por uma experiência desagradável no passado. Alguns foram maltratados, outros intimidados e uns experimentaram eventos traumáticos. Toda essa atmosfera de ser ter algo a superar tem a intenção de fazê-lo se apegar mais aos personagens, além de moldar as tramas psicólogicas da série. Entretanto, talvez essa seja minha maior queixa com KoT, parece que não há personagens que levaram uma vida normal, todos tiveram que sofrer de forma opressiva e isso me deixa com uma sensação de irrealismo, principalmente porque se trata de alunos do ensino médio.

 

      Deixo como destaque final os personagens secundários, em especial: Tetsuki, melhor amigo de Chika; Gen Kudo, avô de Chika; e Ousuke, rival do clube. É quase impossível não se identificar com pelo menos um deles.


Considerações/Análise

      O primeiro episódio da série é, digamos, um tapete de boas-vindas não tão confortável de se pisar. Apenas a partir do segundo episódio, quando o trio de protagonistas é apresentado, podes ter uma boa percepção do que se trata a série e de como ela se comportará até o final.

 

      Importante ressaltar também que o anime é produzido por um estúdio e um diretor iniciantes, além disso, o orçamento limitado é algo perceptível. Durante as cenas mais simplórias passa-se a impressão de que estavam poupando animação, mas ao chegar nos episódios clímax, relembrei: " Ah, sim: eles estão guardando todo o esforço para a apresentação ". Considere isso como um aviso; a animação não é o ponto forte da obra, mas você será recompensado.

 

      Apesar da animação fraca, as artes/traços/fotografias são deveras convincentes e a captação sonora é perfeita, isso inclui a dublagem, as trilhas sonoras e o tocar do koto, sendo este um ponto importante para um anime do gênero musical. O que mais me prendeu à série, inclusive, foi o próprio koto, que possui um tom meticuloso e melódico em um grau inspirador, podendo ele ser tanto agressivo quanto calmo, como demonstrado no anime. Se eu estivesse no ensino médio do Japão, estaria inclinado a ingressar num clube deste instrumento.

 


Conclusão

      Para uma obra realmente valer a pena, os pontos fracos dela devem ser ofuscadas por seu oposto, portanto, respondendo a pergunta do título deste tópico, se você já experimentou obras como 'Hibike! Euphonium' ou 'Shigatsu wa Kimi no Uso', recomendo-te com precisão a acompanhares Kono oto Tomare. Se você é um dos poucos casos que acompanhou o mangá mas ainda não assistiu o anime, pouco preciso dizer a ti: uma obra musical sendo adaptada é um dos poucos casos onde o anime tem potencial para superar a obra original.

 

      No entanto, se KoT for a sua primeira experiência com o gênero, eu ainda definitivamente o recomendo, como dito antes, a assistires até o segundo episódio e responder por si mesmo; consigo compreender totalmente o porquê de uma pessoa amar essa série, ao mesmo tempo que compreendo quem o dropou, é uma questão de estilo no fim das contas. Gostaria de lembrar também que a série está totalmente em HD em nosso site e que há reviews episódio-por-episódio de KoT na DreamNews.

 

Clique para assistir Kono oto Tomare!

 

Enredo:

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Animação:

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Trilha:

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Originalidade:

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Personagens:

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Final:

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Nota final: 8.5


      Por fim, queria deixar uma despedida deveras atrasada, mas de coração, ao nosso gato religioso @Ye. Eu gostaria que sua saída fosse tão simples e rápido de se superar quanto fazer um miojo. Pode ter certeza que seus 8 anos não serão esquecidos, principalmente pela velha guarda da equipe.

" Dizem que os dragões conectam o céu e a terra, o mundo dos vivos e dos mortos, juntando duas coisas não conectadas. Então Kotos, que são criados para se assemelhar a esses mesmos dragões, conecta os corações dos tocadores e do público ".

 

 

person Sobre o Autor

Ciclista por paixão. Redatora por prazer. Garota tumblr nas horas vagas.

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