local_library Given: Somebody Else

Publicado por: Ciclista - Há: 4 semanas atrás
Categoria: Resenhas



      Esta resenha é exclusivamente sobre o episódio 3 de Given. Não é de minha pretensão descrever o episódio, tampouco compará-lo com episódios posteriores ou com cenas do mangá, portanto não haverão spoilers. Ainda assim recomendo que só leia esta resenha após ter assistido ao terceiro episódio, pois assim compartilharemos experiências simetricamente.


Análise e Comentários:

      Para quem estava esperando maiores cenas de romance e um ritmo mais acelerado, certamente ficou satisfeito com este episódio. Enquanto os antecessores foram dedicados a desenvolver os personagens e a relação entre eles, o episódio 3 finalmente dá o primeiro passo para a história envolvida e o romance entre os dois protagonistas. Como um diferencial, Given consegue balancear bem as cenas cômicas das cenas pesadas e é aqui onde eu deixo os meus aplausos.

 

      Apesar de eu ter elogiado o ritmo, eu me referia à quantidade de fatos relevantes que aconteceu neste episódio, que sem dúvidas foi um pouco maior do que o comum. Ressalto isso porque vi comentários dos leitores da obra original dizendo que foi acrescentado algumas cenas durante a adaptação, portanto para estes o ritmo permanece lento. Bem, os comentários foram todos otimistas, então eu não destacaria a velocidade como um ponto negativo, salvo se continuar assim no restante da série.

 

      A começar pelas cenas mais bobas, fiquei curioso para saber se o ciúmes de Haruki é destinado ao Kaji ou à Yayoi. Julgando pelo gênero do anime, eu palpito a primeira opção. Foi adorável assistir Uenoyama incomodado com o fora que levou, antes era o Mafuyu correndo atrás do Uenoyama, mas agora é como se o Tom tivesse invertido com o Jerry. A minha cena favorita foi ele pesquisando como se convida alguém para uma banda, ele fez de tudo, menos o mais simples que era perguntar o porquê Mafuyu recusava. Communication Feelings.

      A outra metade do episódio foi destinado ao desenrolar da trama. Agora sabemos que a Gibson ES-330 pertence a alguém chamado Yuuki, e que Satou tem um velho conhecido chamado Hiiragi. Ao que tudo indica, Yuuki é a pessoa que cometeu suicídio durante os vislumbres do primeiro episódio. A utilização da ambígua palavra expressar-se também me chamou atenção, Satou é de fato desajeitado para se expressar no sentido social, mas a arte também é uma forma de se expressar, e como bem reconhecido por Uenoyama, ele possui um talento incrível para isso.

 

      No prólogo do episódio, digo, nas cenas antes da opening, ocorre um monólogo de Satou onde ele diz não se sentir sozinho mesmo sem nunca mais ver uma certa pessoa e que levará consigo aquilo (provavelmente a guitarra) que este alguém gostava. Se eu pudesse dar um palpite, diria que Satou participava de uma banda, mas após o suicídio de seu guitarrista, afastou-se de todos que um dia conhecera. Por essa razão Hiiragi diz que Satou praticamente havia sumido do mapa, além de parecer assustado ao revê-lo. Bem, tudo o que nos resta é esperar para ver, e eu estou bastante ansiosa.

 

      Só com a revelação do título do próximo episódio eu pude perceber que todos os títulos até então foram referências de músicas.

 

Boys in The Band (primeiro episódio) é uma música de uma banda inglesa de garage rock chamada The Libertines. Todavia pode ser também referência à uma peça denominada The Boys in The Band, onde um grupo de gays se reúnem para uma festa.

 

Like Someone in Love (segundo episódio) é uma canção do influente cantor Frank Sinatra. Nela, o cantor diz estar apaixonado ao mesmo tempo que ouve guitarras, descreve também que se sente bem ao lado de uma certa pessoa.

 

Somebody Else (terceiro episódio) é composta por uma banda inglesa de pop-rock chamada The 1975. A letra retrata um ciúmes, afirmando odiar pensar nele(a) com um outro alguém.

 

Fluorescent Adolescent (quarto episódio) talvez seja a música mais famosa desta lista. Pertence a banda Arctic Monkeys e conceitua o passado em geral, ou seja, as lembranças. O autor ou roteirista parece ser bastante fã desta banda, pois é a terceira referência ao grupo. A primeira foi em um disco do  Uenoyama durante um flsahback e a segunda no início da opening que faz referência à este vídeo da música Do I Wanna Know?

 

Espero que tenham gostado. Nos vemos na próxima semana!


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